

Socorro PROFESSORRRRRRRRRRAAAA
Estou de volta ao Rio de janeiro.
Hoje farei, portanto uma sessão “diário” em meu blog.
Vamos lá...
Era uma vez...
Não, era uma vez é para historinhas de dormir.
Que tal: Geeeeenteeeeeeeeee.......
Não esse começo seria mais indicado para uma viagem de compras em Nova York.
É que existem tantas formas de se começar um texto “esta é minha vida” que às vezes procuro uma inspiração para não repetir o óbvio e evidente, mas como já comecei mesmo, então seguirei com o conteúdo.
Pois bem, li todos os comentários, os gozos, as gozadas, os gozados, as críticas, o falso moralismo, o moralismo falso, os diálogos, os conflitos, enfim a expressão desse laboratório de seres humanos que compõem a fauna deste canal.Um em especial me chamou atenção pelo fato de concordar com que fora colocado.
De fato a maneira informal como escrevo por aqui expõe algumas deficiências que tenho com relação à gramática tendo em vista que não pago um editor ou mesmo um profissional para que a correção seja feita antes da postagem. Em meio à nova linguagem desenvolvida pelos jovens por meio da internet muito me preocupa os caminhos que a língua portuguesa vem tomando. Basta vagar por comunidades no orkut ou mesmo nos comentários para observarmos que nossa decadência não é só política ou social, é também cultural e o que para alguns possa parecer um avanço natural da velocidade que a informação vem ganhando, para mim é apenas mais uma desculpa para justificar o assassinato do português. Talvez, reflexo da falta de interesse da população pela literatura, ou mesmo pela dificuldade que nos é imposta por tantas regras que fazem da gramática portuguesa uma das mais difíceis do universo. Podemos justificar por N caminhos o que no fim das contas não adiantará nada, tendo em vista que justificativas e bons argumentos encontramos para tudo aquilo que desejamos legitimar, seria só mais uma tese. Procuro ser o mais correto possível e acima de tudo claro em minhas intenções literárias. Já li livros de Chico Buarque de Holanda, por exemplo, que não continham qualquer vírgula e já me embrenhei em textos de Clarice Lispector que começavam com uma vírgula, de modo que a maneira como o autor escolhe para se expressar deve levar em conta suas metas.
No texto anterior, por exemplo, vivenciamos uma confusão de tempos verbais. O que para alguns pode ter parecido um erro comum, para mim fora uma tentativa de expressar a relatividade dos acontecimentos na minha cabeça. Costumo escrever como se estivesse falando com o leitor e por esse ponto de vista utilizo as vírgulas como respiração. É como se estivesse buscando ar para dar continuidade a uma idéia ou criando o meu tempo diante do sentimento que imponho ao texto. No geral creio que consigo atingir bem meus objetivos e os leitores entendem na maioria das vezes o que me confere explicitar. Creio que esse Blog não deva ser levado como exemplo de estética literária para ninguém, pois como se propõe é apenas um blog, dentro da informalidade que advém da proposta. Contudo, acho válido o debate, a exposição da comentarista e minha resposta pois buscarei sempre evitar os erros grotescos que são deveras encontrados por ai, no entanto não vou propor uma regra ortográfica perfeita por ter consciência de que levaria muito mais horas do que já levo para escrever e não tenho ainda recursos financeiros para manter um responsável por revisar todos estes textos tendo em vista a condição a qual são criados e submetidos, muitos totalmente viscerais como o conto erótico anterior que fora postado durante a madrugada após um show do Detonautas no interior de São Paulo.
Não se acanhem em me corrigir quando algo realmente estiver machucando vossas retinas, porém busquem um pouco mais de flexibilidade adaptando vossa leitura a maneira com a qual o autor do blog se propõe a escrever. Caso algum dia resolva publicar um livro ou algo assim com certeza meus editores não deixarão passar qualquer escorregão. Minhas colunas nas revistas e jornais são sempre revisadas de forma que aqui me permito o direito de errar quando for o caso.
Não por coincidência talvez hoje seja o dia do professor e esteja discorrendo a respeito de um assunto tão importante. Nunca fui um aluno exemplar, mas sempre eficiente no que me propus a fazer. Repeti de ano algumas vezes e fui expulso de várias escolas, talvez por não ter paciência para dar continuidade a um currículo chato e ultrapassado que contesto ainda hoje nas escolas tradicionais ou mesmo por ter um comportamento fora dos padrões. Para meus filhos escolhi uma outra abordagem educacional. O Construtivismo que é bem diferente dos métodos utilizados na maioria das escolas tradicionais. Ainda sim, voltando a minhas experiências dos tempos de escola, consegui terminar meus estudos e passei no vestibular para as cadeiras que me interessavam. Sempre tive imenso respeito pela figura do professor e depois de tomar consciência de seu papel na sociedade me tornei ainda mais entusiasta daqueles que escolhem esta profissão. Professores deveriam ser tratados como heróis no Brasil, deveriam receber salários compatíveis com suas atividades e responsabilidades e precisam ser mais bem tratados por nossos digníssimos representantes. Sabemos que não há interesse dos poderosos em criar condições dignas para que os jovens que não tem posses que os conduzam a uma escola particular recebam assistência do Estado nas exigências básicas para se criar uma geração que de fato possa fazer a diferença nesse país. Sabemos que quanto mais gente ignorante, quanto mais a massa for transformada em gado, menos pessoas estarão acompanhando o desempenho de nossas autoridades. Ainda sim existem muitas pessoas que dedicam suas vidas a tirar o véu do analfabetismo, da alienação completa nos conhecimentos básicos, dos olhos daqueles que de alguma maneira fazem contato com o conhecimento e a sabedoria de um professor. Professor a meu ver deveria ganhar o equivalente a um deputado ou mesmo a um vereador, como precisamos de muitos professores para construir uma nação digna e os salários exorbitantes desses políticos quebrariam os cofres públicos então a solução seria diminuir a verba investida nesses homens de terno e gravata ( que na minha opinião deveriam ser voluntários e não assalariados) e investir em quem de fato faz alguma diferença na vida de nossas comunidades.
Contraditoriamente hoje em dia passo muitas semanas dentro de escolas e faculdades, mesmo tendo a música, a estrada e uma banda de rock como meio de ganhar a vida. O trabalho com o Voluntários da pátria me leva a salas de aula em todo país. Faço contato com alunos de instituições públicas e particulares e enxergo os professores como seres humanos de muita coragem e bondade. Aprendo muito e talvez até mais com essas experiências que me agregam conhecimentos de todas as áreas tendo em vista que não selecionamos os cursos com os quais atuamos. Essa oportunidade única é um presente que agradeço e reconheço como fundamental na minha formação como cidadão, artista e ser humano.
Fica aqui minha gratidão a todos estes profissionais tão importantes e tão mal tratados pelo poder público.
Bom, estava disposto a contar como foi nossa apresentação ontem em Itatiba em noite de lua cheia, música, poesia e intervenções da platéia, mas acabei me empolgando. Estava com a idéia de compor ainda este texto com os últimos livros que li e com os que estou lendo.
Tenho uma lista bem interessante que lhes oferecerei num próximo post.
Estou de volta ao Rio de janeiro.
Hoje farei, portanto uma sessão “diário” em meu blog.
Vamos lá...
Era uma vez...
Não, era uma vez é para historinhas de dormir.
Que tal: Geeeeenteeeeeeeeee.......
Não esse começo seria mais indicado para uma viagem de compras em Nova York.
É que existem tantas formas de se começar um texto “esta é minha vida” que às vezes procuro uma inspiração para não repetir o óbvio e evidente, mas como já comecei mesmo, então seguirei com o conteúdo.
Pois bem, li todos os comentários, os gozos, as gozadas, os gozados, as críticas, o falso moralismo, o moralismo falso, os diálogos, os conflitos, enfim a expressão desse laboratório de seres humanos que compõem a fauna deste canal.Um em especial me chamou atenção pelo fato de concordar com que fora colocado.
De fato a maneira informal como escrevo por aqui expõe algumas deficiências que tenho com relação à gramática tendo em vista que não pago um editor ou mesmo um profissional para que a correção seja feita antes da postagem. Em meio à nova linguagem desenvolvida pelos jovens por meio da internet muito me preocupa os caminhos que a língua portuguesa vem tomando. Basta vagar por comunidades no orkut ou mesmo nos comentários para observarmos que nossa decadência não é só política ou social, é também cultural e o que para alguns possa parecer um avanço natural da velocidade que a informação vem ganhando, para mim é apenas mais uma desculpa para justificar o assassinato do português. Talvez, reflexo da falta de interesse da população pela literatura, ou mesmo pela dificuldade que nos é imposta por tantas regras que fazem da gramática portuguesa uma das mais difíceis do universo. Podemos justificar por N caminhos o que no fim das contas não adiantará nada, tendo em vista que justificativas e bons argumentos encontramos para tudo aquilo que desejamos legitimar, seria só mais uma tese. Procuro ser o mais correto possível e acima de tudo claro em minhas intenções literárias. Já li livros de Chico Buarque de Holanda, por exemplo, que não continham qualquer vírgula e já me embrenhei em textos de Clarice Lispector que começavam com uma vírgula, de modo que a maneira como o autor escolhe para se expressar deve levar em conta suas metas.
No texto anterior, por exemplo, vivenciamos uma confusão de tempos verbais. O que para alguns pode ter parecido um erro comum, para mim fora uma tentativa de expressar a relatividade dos acontecimentos na minha cabeça. Costumo escrever como se estivesse falando com o leitor e por esse ponto de vista utilizo as vírgulas como respiração. É como se estivesse buscando ar para dar continuidade a uma idéia ou criando o meu tempo diante do sentimento que imponho ao texto. No geral creio que consigo atingir bem meus objetivos e os leitores entendem na maioria das vezes o que me confere explicitar. Creio que esse Blog não deva ser levado como exemplo de estética literária para ninguém, pois como se propõe é apenas um blog, dentro da informalidade que advém da proposta. Contudo, acho válido o debate, a exposição da comentarista e minha resposta pois buscarei sempre evitar os erros grotescos que são deveras encontrados por ai, no entanto não vou propor uma regra ortográfica perfeita por ter consciência de que levaria muito mais horas do que já levo para escrever e não tenho ainda recursos financeiros para manter um responsável por revisar todos estes textos tendo em vista a condição a qual são criados e submetidos, muitos totalmente viscerais como o conto erótico anterior que fora postado durante a madrugada após um show do Detonautas no interior de São Paulo.
Não se acanhem em me corrigir quando algo realmente estiver machucando vossas retinas, porém busquem um pouco mais de flexibilidade adaptando vossa leitura a maneira com a qual o autor do blog se propõe a escrever. Caso algum dia resolva publicar um livro ou algo assim com certeza meus editores não deixarão passar qualquer escorregão. Minhas colunas nas revistas e jornais são sempre revisadas de forma que aqui me permito o direito de errar quando for o caso.
Não por coincidência talvez hoje seja o dia do professor e esteja discorrendo a respeito de um assunto tão importante. Nunca fui um aluno exemplar, mas sempre eficiente no que me propus a fazer. Repeti de ano algumas vezes e fui expulso de várias escolas, talvez por não ter paciência para dar continuidade a um currículo chato e ultrapassado que contesto ainda hoje nas escolas tradicionais ou mesmo por ter um comportamento fora dos padrões. Para meus filhos escolhi uma outra abordagem educacional. O Construtivismo que é bem diferente dos métodos utilizados na maioria das escolas tradicionais. Ainda sim, voltando a minhas experiências dos tempos de escola, consegui terminar meus estudos e passei no vestibular para as cadeiras que me interessavam. Sempre tive imenso respeito pela figura do professor e depois de tomar consciência de seu papel na sociedade me tornei ainda mais entusiasta daqueles que escolhem esta profissão. Professores deveriam ser tratados como heróis no Brasil, deveriam receber salários compatíveis com suas atividades e responsabilidades e precisam ser mais bem tratados por nossos digníssimos representantes. Sabemos que não há interesse dos poderosos em criar condições dignas para que os jovens que não tem posses que os conduzam a uma escola particular recebam assistência do Estado nas exigências básicas para se criar uma geração que de fato possa fazer a diferença nesse país. Sabemos que quanto mais gente ignorante, quanto mais a massa for transformada em gado, menos pessoas estarão acompanhando o desempenho de nossas autoridades. Ainda sim existem muitas pessoas que dedicam suas vidas a tirar o véu do analfabetismo, da alienação completa nos conhecimentos básicos, dos olhos daqueles que de alguma maneira fazem contato com o conhecimento e a sabedoria de um professor. Professor a meu ver deveria ganhar o equivalente a um deputado ou mesmo a um vereador, como precisamos de muitos professores para construir uma nação digna e os salários exorbitantes desses políticos quebrariam os cofres públicos então a solução seria diminuir a verba investida nesses homens de terno e gravata ( que na minha opinião deveriam ser voluntários e não assalariados) e investir em quem de fato faz alguma diferença na vida de nossas comunidades.
Contraditoriamente hoje em dia passo muitas semanas dentro de escolas e faculdades, mesmo tendo a música, a estrada e uma banda de rock como meio de ganhar a vida. O trabalho com o Voluntários da pátria me leva a salas de aula em todo país. Faço contato com alunos de instituições públicas e particulares e enxergo os professores como seres humanos de muita coragem e bondade. Aprendo muito e talvez até mais com essas experiências que me agregam conhecimentos de todas as áreas tendo em vista que não selecionamos os cursos com os quais atuamos. Essa oportunidade única é um presente que agradeço e reconheço como fundamental na minha formação como cidadão, artista e ser humano.
Fica aqui minha gratidão a todos estes profissionais tão importantes e tão mal tratados pelo poder público.
Bom, estava disposto a contar como foi nossa apresentação ontem em Itatiba em noite de lua cheia, música, poesia e intervenções da platéia, mas acabei me empolgando. Estava com a idéia de compor ainda este texto com os últimos livros que li e com os que estou lendo.
Tenho uma lista bem interessante que lhes oferecerei num próximo post.

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